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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

As coisas mudam...

... para melhor.

 

dois anos, dizia que se só pudesse comer um prato até ao fim da vida, a sardinha assada seria a opção.

No sábado fui a um arraial, a sardinha era à borla e, diz quem provou, que estava ótima. Cheirava bem, confesso, mas não quis nem quero. 

 

À típica pergunta se a sardinha é no pão ou no prato, responde sem hesitar: No Mar.

 

Assim fosse fácil mudar outras coisas na minha vida.

Fui ao médico

... pedir análises. 

 

A intenção é espetar com os resultados na cara de todas as pessoas que me disserem coisas do género: "Ai!! Cuidado!! A carne faz falta!".

 E este "espetar", dependendo do estado de espírito e da forma como é dito, pode ser literal. Estou só a avisar.

 

Se não for caso para isso (e estiver prestes a falecer desnutrida), tomarei providências que não passarão, como é óbvio, por voltar a comer carne.

 

Pensei que ia ouvir um sermão do médico, que me ia dizer que sou maluca, que o Homem nasceu para comer carne, que se estou descansada com esta opção para que quero as análises... tudo coisas que leio em vários grupos que os médicos dizem aos vegetarianos. Pois que não, o meu médico não é uma "pessoa estranha".

 

Perguntou há quanto tempo, se sou mesmo vegetariana ou como ovos e laticínios e passou uma resma de análises como nunca fiz na vida. Fim de história.

 

Estou contente.

 

Ando com tosse, vou esperar mais uns dias para fazer as análises.

Fui jantar fora...

... e como não ia há oito meses, achei que vos devia contar.

 

Desde que vegetarianizei que jantar fora é complicado. Almoço ainda se arranja, mas jantar é mais difícil (porque para jantar procuro um género de restaurante diferente).

Fui com um grupo de amigos, daqueles de ocasião, que depois a ocasião passa e cada um segue a sua vida. Continuamos a gostar uns dos outros, mas raramente nos vemos e chegou a hora do reencontro (estamos velhos). 

A maioria não sabia que agora sou vegetariana, por isso estava a prever uma enxurrada de perguntas para me dar posts para o "deixem-me pastar sossegada". Enquanto combinávamos o jantar, ofereci-me para marcar a mesa, porque precisava falar com o restaurante para saber das opções vegetarianas e foi assim que ficaram a saber.

 

No dia, para meu espanto e alegria, tive duas perguntas:

- "Mas estavas a falar a sério, és mesmo vegetariana? Pensei que era a brincar"... e continuou a comer e a conversar sobre o tempo em que éramos jovens e bonitas (agora somos só bonitas).

- "Então, está bom o teu?" E continuou a comer o dele e a lembrar quando uma do grupo quase se afogou...

 

Ou seja:

- Perguntas normais, num jantar normal, com pessoas normais!!!

 

Estão tão crescidos e civilizados os do grupinho!!

Eu sabia que gostava deles sem ser por acaso!

 

Quanto ao restaurante... esforçaram-se, mas conseguiram muito mal uma massa com cogumelos e espinafres.

Comia-se, mas não estava bom. Acho que os cozinheiros podiam fazer muito melhor com os mesmos ingredientes.

Deixem-me "pastar" sossegada #7

Questões mais frequentes:

 

"Nem peixe? Atum podes."

"Podes comer marisco?"

"Mas qual é o problema dos ovos?"

"As vacas (cabras e ovelhas) têm que ser ordenhadas. Leite não é um problema."

 

Pois, nem peixe. E sim, atum é um peixe, pasmem lá com essa novidade.

Já agora, o bacalhau também é um peixe.

Os peixes são animais... 

 

Posso comer marisco sim senhora.

Posso comer o que eu quiser, felizmente não sou alérgica a nada. Mas o marisco não é vegetais pois não?

Pronto, não quero comer.

 

O problema dos ovos é que não nascem das árvores nem brotam da terra.

Para termos ovos, milhões de galinhas são tratadas como máquinas. Milhões de pintos são triturados vivos (não é mito) só porque nasceram machos e portanto não põem ovos.

 

As mulheres têm que ser ordenhadas? As vacas, cabras, ovelhas e todos os mamíferos produzem leite para alimentar as suas crias. Se o único uso desse leite for esse, a produção é adequada e não excedente. Na indústria, os bebés são retirados às mães, viram carne (a vitela, o borrego, o cabrito, são fruto desse sistema), e as mães são ordenhadas para produzirem mais leite. Quando o leite acaba, são inseminadas, engravidam, voltam a parir, as crias são retiradas... e sempre assim, até que já não podem mais e também elas viram carne.

Não pessoal, o leite do mercado não deriva de vacas felizes.

 

 

Apesar de poder parecer pelo título, estas nem são as questões que me enervam, não me importo que mas façam e gosto de responder.

Ninguém é obrigado a ter tudo isto em mente, eu vivi anos (demais) sem pensar muito nisso, mas depois de tomar consciência, é impossível fazer de conta que não se sabe.

 

 

 

 

Deixem-me "pastar" sossegada #6

Agora o ponto alto da minha hora de almoço é o abrir do meu "taparuére".

Devem pensar:

- "O que traz a doidinha das alfaces para comer hoje?"

- "Mas ela cozinha coisas que não relva?"

 

Mas aposto que depois pensam:

- "E não é que cheira bem e tem bom aspeto?"

 

Pergunto eu: 

- queres provar?

                 ...não pergunto nada que detesto que me "piquem no prato".

 

Deixem-me "pastar" sossegada #5

Outra: Tens que me fazer uma comida vegetariana, para ver se eu gosto.

Eu: Oi?? Nunca comeste nada vegetariano queres ver!!

Outra: Eu não.

Eu: Nunca comeste sopa, por exemplo? Tudo o que não é de origem animal é vegetariano.

Outra: Ah!! Pois!

 

Então passo a explicar:

Eu não vou a Marte comprar comida, só como coisas deste mundo.

 

Pelo menos esta não acha que só como alface.

Deixem-me "pastar" sossegada #3

Muita gente pensa que ser vegetariano é comer de forma saudável.

 

Pode ser, mas não o é obrigatoriamente.

 

Já ouvi coisas como:
- Batata frita? Comes batata frita?
- Arroz doce, com leite de arroz mas, com açúcar?
- Podias usar antes mel, é mais saudável...

As batatas nascem da terra. Fritas, cozidas, assadas... cruas, não deixam de ser vegetais e por isso, adequadas a vegetarianos.

"Arroz doce" é doce, logo leva açúcar. Ninguém come "arroz doce" à espera de estar a ingerir saúde, mas como o açúcar é vegetal é adequado a vegetarianos. Já o mel é um produto de origem animal, pelo que, por mais saudável que seja (que nem todo o é) não é um vegetal.

 

Por isso pessoal sempre atento à minha gamela: sim, continuo a fazer asneira da grossa. A única diferença é que nenhum animal é maltratado por isso. 

(eu até me tento portar melhor, mas... ainda não está a resultar)

Sou pessoa prática...

... quando não me dá para complicar.

 

Mas devo confessar que "vegetarianizar" tem-me trazido coisas boas também no meu dia a dia:

- A conta no supermercado desceu consideravelmente.
- Acabaram as filas no talho, charcutaria e peixaria.
- Cozinhar é muito mais rápido e intuitivo.
- Não preciso pensar de véspera o que quero para o jantar porque não há "cenas" para descongelar.

 

Não vou falar do trânsito intestinal para não vos massar

De mim, da vida... de tudo!

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