Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

De volta ao trabalho

02.12.19

Tudo fora do sítio.

Milhões de emails para ler, outros tantos para apagar direto.

Vejo o essencial e começo a adiantar cenas...

...computador reinicia.

Atualiza. 

Reinicia várias vezes... 

Estou farta de aqui estar e ainda não fiz quase nada.

 

Estava farta de estar em casa? Não. 

Tinha saudades das pessoas? Não.

Estou feliz por voltar ao ativo... Bom, é sinal que estou praticamente boa mas... Feliz não é bem o termo.

 

Espera... Computador reiniciou... 'xaver... Não, falso alarme, ainda só vai a 30%.

Vejo uma coisa muito errada...

13.06.19

... nesta notícia

 "Funcionários públicos dispensados para acompanhar filhos no 1.º dia de aulas"

 

O facto desta regra não ser aplicada a todos os trabalhadores.

Públicos e privados por igual.

 

Não vou estar a dizer que "à e tal, os privilégios da função pública".

Temos, nós os trabalhadores do setor privado, de deixar de chorar sobre os benefícios do setor público e passar a gastar energias na luta por adquirir os mesmos direitos. Essa luta tem que ter um alvo e não são certamente os trabalhadores do Estado mas sim os nossos patrões.

FOCO minha gente.

Quem nos trata mal são os empresários deste país e não os funcionários da nação.

 

 

A Zara obriga funcionárias a usar batom vermelho

01.02.19

Trabalhei num supermercado Modelo e fui obrigada a usar maquilhagem.
O que fiz?
Não usei.

Penso que foi uma regra do idiota do diretor de loja e não uma "lei" do grupo, como parece ser o caso da Zara, mas ainda assim, sofri bastante pressão para o fazer.
Trabalhava na caixa, tinha que estar apresentável... como se a maquilhagem, por si só, deixasse alguém apresentável.

Comecei por dizer que não tinha produtos de maquilhagem.
Algumas colegas disseram o mesmo e, no dia seguinte, havia um "estojo comunitário" na caixa central, onde tínhamos que ir antes de entrar em caixa.
Nem pensem!
Não vos passe pela cabeça que vou usar a maquilhagem que toda a gente usa.
- Tens que usar.
NÃO
- Tens que assinar um papel a declarar que recusas
Era o tinhas.
Ou isto (o estojo) desaparece daqui ou amanhã estou na Autoridade para as Condições de Trabalho e vamos ver quem tem que assinar o quê.

À hora de almoço o estojo tinha desaparecido, para desgosto de uma ou duas badalhocas colegas que queriam maquilhagem de borla.

Claro que sofri represálias.
Desde mudança de funções (mandavam-me repor ou limpar, como se isso me chateasse), faziam telefonemas para a caixa para me "recordar" que o atendimento era feito de pé, implicância porque levava uma garrafa de água para o posto de trabalho, muito tempo de espera para ser substituída e poder ir à casa de banho, para a pausa para o lanche e horas de almoço completamente aleatórias... a tudo respondi com atitude, rebeldia e às vezes desobediência... nunca me aconteceu nada de facto, para além de algumas lágrimas no fim do dia e muitos nervos.

Eu podia responder assim.

Era um part-time, tinha toda uma vida para além do trabalho que me afastava do inferno. Aquilo não era um emprego para a vida e os trocos que me rendia eram muito úteis mas não essenciais: tinha cama, mesa e roupa lavada, o dinheiro das propinas assegurado... perderia alguns "luxos", só isso.

Eu podia.

Fico sempre a pensar nas pessoas que precisam dos trabalhos. As pessoas que tem que aturar as "zaras" desta vida e o pior, que têm que conviver com colegas que aceitam tudo e muitas vezes estragam a vida de toda a gente.
Se todas as funcionárias da Zara se recusassem a usar o batom vermelho... eles não podiam fechar as lojas todas.

Os funcionários de uma empresa têm muito mais poder do que pensam, muitas vezes com atitudes muito simples como recusar abusos que em nada contribuem para que a empresa funcione melhor e são somente parvoíces de administrador.

Esclarecimento para os devidos efeitos

26.01.17

A respeito do post anterior, duas considerações:

 

- Eu cumpro os meus deveres.

Não deixo trabalho por fazer, simplesmente não faço mais do que aquilo que me está destinado, ou seja, não faço o trabalho dos outros.

 

- Não quebrei a minha regra de ouro de "não escrever nada na net que não quero que o meu chefe leia".

Ele foi o primeiro a ouvir, de viva voz, a minha decisão. Disse que eu fazia bem, e não estava a ser irónico.


Estas considerações, é só para não acharem que sou a causa da falta de produtividade em Portugal.

"Picar" o ponto

29.09.16

Quem mal há no passar de um cartão? 

 

Será que não percebem que é uma grande porcaria toda a gente meter o dedo naquela cena biométrica?

E porque carga de água tive que fornecer a minha impressão digital a uma empresa qualquer que fornece os equipamentos?

 

Se eu não vier trabalhar, o trabalho não fica feito.
Se eu vier tarde, o trabalho fica feito tarde.

 

Isso não é suficiente para saberem que eu estive a trabalhar?

 

Pois parece que não e agora tenho que "picar o dedo".

Entre aspas para já, porque qualquer dia inventam um que tem mesmo que haver sangue.

Do trabalho nos empregos

24.08.15

A sala onde trabalho é tão bem limpa que há uma rolha de garrafa de água há mais de 2 meses debaixo de uma mesa.

A rolha não é minha, não uso garrafas de água descartáveis, mas não é por isso que não a apanho.

Não a apanho para saber quando aquele canto do chão será finalmente limpo.

 

Eu até simpatizo com a senhora da limpeza da empresa, a sério que sim, mas...