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Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

28
Out21

O quarto poder

... diz-se que o jornalismo e os meios de comunicação de massa podem exercer influência a ponto de se compararem aos poderes democráticos (legislativo, executivo e judiciário) e não nego que foi um pouco a ideia de poder "mudar o mundo" que me apaixonou pela Comunicação Social. 

A situação de Timor foi uma das que mais me davam "pica" de ser como os que lá estavam, a ver a história a acontecer, a contar a História. Tenho muitos recortes de notícias daquele tempo, tenho livros de jornalistas sobre o que lá viveram. Ver as vida das pessoas a mudar para melhor, muito pela "ajuda" dos jornalistas, pelo simples facto de contarem a história, fascinava-me.

Ainda me fascina.

Inconscientemente na altura, mas agora sei, que muito do que sentia teria começado por influência de Max Stahl, hoje falecido.

Eu era uma criança quando Max Stahl filmou o massacre de Santa Cruz, em Díli. Não me lembro de ter visto na altura, mas são imagens que me recordo sempre que "se fala" em Timor e de tudo o que se viveu depois desse dia, por isso, hoje sei que para além de ter posto Timor no mapa e ser um dos seus heróis da independência, Max Stahl teve uma grande influência na minha escolha profissional e contribui muito para o fascínio, meio que inexplicável, que ainda hoje tenho por Timor.

Hoje morreu um herói.

 

14
Mai21

Em Portugal não há racismo

... e não há vergonha na cara e quase não há jornalismo também.

IMG_20210514_083605.jpg

Não há racismo, mas um jornalista escreve um texto em que à frente do nome de uma pessoa escreve (preta).

Que ninguém diga que é um erro, uma gafe e nem tampouco um ato falhado, é uma canalhice inconcebível para um jornalista ser humano.

Não há vergonha na cara porque, até ao que me é dado saber, este senhor não apresentou a demissão. Nem sequer pediu desculpas, quanto mais (se entretanto algumas destas coisas aconteceu, ainda bem)

Não há jornalismo porque uma série de outras publicações copiou para as suas edições o texto da Lusa, sem que alguém sequer o tenha lido. Acredito que se o tivessem feito aquele "pequeno pormenor" teria sido apagado.

Triste. Muito triste haver gente assim.

 

 

13
Mai21

Isto é com cada uma

A novela da TVI "Festa é Festa" tem uns personagens que caricaturam os chamados "avecs", ou seja, os emigrantes que vêm de França e numa frase com 5 palavras, dizem 6 em Francês. Não, não me enganei na conta, são as cinco palavras necessárias mais o "ã" com que terminam quase todas as frases. Mas dizia eu, com algum exagero, próprio da comédia (e o que eu já me ri com o pouco que vi da novela!!) os "avecs" lá vão disparando com "franciu" por todo o lado e eis que alguém me diz que é mesmo assim, que os emigrantes em França, são mesmo assim e que isso não tem jeito nenhum. 

Não, não tem muito, concordo, mas então o que dizer dos portugueses, alguns que nem daqui saíram, e que usam Inglês a toda a hora, para dizer coisas que podiam perfeitamente dizer em Português?

Pois que me irritam muito mais.

Mas esses, para muitos são trendy, falar assim é cool e se alguém comenta ainda atiram com um really?! E podia estar aqui o resto da semana a atirar com expressões em estrangeiro para parecer bem, mas se as atirar em Francês, já estou out.

Em bom Português: Lixai-vos mais a conversa.

10
Mar21

Imaginem o cenário

Uma mulher bonita e jeitosa é membro do júri de um programa de televisão. O presidente do juri, um homem animado, armado em engraçado, passa o programa inteiro a mandar bocas do tipo: "É gostosa", "manda cá uma peitaça", "para mim não, mas tenho muitos amigos, sabe?! Tenho muitos amigos que... ui!!"

Era feio não era? Assédio, diriam alguns. 

Pois foi o que aconteceu no novo programa da TVI, "All Together Now", mas ao contrário. A mal educada era uma mulher, o ofendido um homem. O assédio partiu da fadista Gisela João, a vítima foi o visivelmente incomodado Padre Ricardo Esteves.

O homem é conhecido como o padre sexy, é um ser bem parecido sim senhor, deve ser divertido e bem disposto, ou não estaria numa situação daquelas, mas "tudo o que é demais, é moléstia" e a fadista exagerou. Uma vez, tem piada, passar o programa a mandar bocas é falta de educação e desrespeito.

E que ninguém venha dizer, "se não queria, não ia para ali", porque isso é o típico "pôs-se a jeito" que simplesmente não existe. Ninguém se põe a jeito de ser desrespeitado.

Ninguém.