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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Deixem-me "pastar" sossegada #8

Pessoa:

- Prova só um bocadinho.

Eu: 

- Não quero, obrigada. 

Pessoa: 

- Não sabes o que estás a perder...

Eu:

- c#%l/(#  t"  f$%7&!!!

Estou a perder saúde mental em aturar-te.

 

Sou vegetariana ainda não há um ano, sei bem o que ESCOLHI "perder"?

 

Sim, ainda continuo a ouvir coisas destas, mas já me dá para rir.

Não sou racista

Se a seguir à afirmação vier um "mas" é sempre de desconfiar, por isso não vou usar um "mas" e vou-me servir de um "apesar disso"...

Apesar de não ser racista, dou por mim a ver noticiários de Angola e Moçambique (tenho que o fazer, não é passatempo) e a pensar: estas pessoas são... diferentes.

Estranhas.

 

A festa que fazem porque foram inaugurados 100 metros de estrada em terra batida para juntar aos quilómetros esburacados do resto da via.

 

O tanto que louvam um governante porque levou a água a uma aldeia, mesmo que seja só uma torneira no meio de um largo.

 

A birra que os faz passar a noite junto a uma ponte que está a cair aos pedaços mas que não querem que seja encerrada porque terão que fazer uma viagem de mais 20 minutos. VINTE minutos.

 

O facto de deterem uma mulher que agrediu o marido com uma catana, algemarem-na mas não lhe retirarem a catana da mão. Ela e a vítima prestam declarações à televisão ali, à porta da esquadra, ele todo "empanado" mas pronto a perdoar, ela arrependida mas ainda armada.

 

Somos todos diferentes, é verdade, mas ali o atraso civilizacional é tão gritante que me entristece. 

Em terras tão ricas, as populações continuam a ser vítimas de uma colonização absurda e de uma descolonização atabalhoada, de uma guerra demorada demais.

 

Não sou racista. Ponto.

Sei que o que faz essas pessoas serem diferentes é a sociedade em que estão inseridas, a cultura, a forma de viver... mas não deixa de ser triste que não tenham acesso a tudo o que nós, na Europa, temos.

Principalmente, acesso ao conhecimento.

 

 

Nutricionistas ou publicitárias?

Seguia várias nutricionistas no Facebook, das famosas que têm livros... por vezes tinham dicas saudáveis e apetitosas e eu gostava de ver.

Deixei todas.

Tornaram-se montras de publicidade para marcas de alimentos, muitas vezes "espezinhando" o diploma com sugestões que todos sabemos ser pouco saudáveis. 

Sumos de pacote, alimentos processados, bebidas gaseificadas e açucaradas... há de tudo.

 

Desde que lhes paguem, não há-de tardar e uma anda a afirmar que afinal, um pacotinho de açúcar branco por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

 

Depois do Congresso dos Nutricionistas ser patrocinado pela McDonald's e a Coca-Cola, já nada me surpreende nesta área.

A área do marketing, claro.

 

 

Humanos: do melhor e do pior

Vi de tudo, ontem.

 

Na minha rua uma cadela, prostrada, a tremer, sem reação alguma. Ninguém sabe como ali apareceu.

 

Alguém da rua lhe pôs uma manta, onde ela se aconchegou, disponibilizaram água e ração, mas ela não tinha força. 

Liguei para o canil municipal, mas já passava das 17 horas, não tinham quem a viesse buscar e não adiantava leva-la lá, não teriam vaga.

 

Liguei a todas as associações que conhecia e que encontrei na internet. Eu e uma senhora que nem conheço mas fez o que pode. Umas estavam cheias, outras nem atenderam.

Liguei à polícia. Se abandonar um animal é um crime, é a polícia que devemos chamar. Foram incensáveis.

Dois agentes, preocupados com a bichinha, a tentar falar com toda a gente, revoltados com canil... um deles, por contactos pessoais chegou à fala com uma associação que é vocacionada para ajudar gatos, mas que não falha quando é precisa. Gatos Urbanos.

Foi levada para o Hospital Veterinário.

 

Provavelmente foi uma cadela de caça que chegou a velha e deixou de ser útil.

 

Tem ferimentos, dermatites, carraças, fome e sede. Estava exausta e em choque.

Triste, imensamente triste. 

Tenho para mim que estava a desistir de viver.

 

Animou um pouco. Ficou mais alerta. Mostrou ser meiga, gostar de mimos (quem não gosta) e ficou lá, pelo menos uma noite, mas se for preciso, até ter uma família de acolhimento para se por boa e depois tentar uma família para sempre. Ela merece. Eu não posso ficar com ela, com muita pena minha.

 

O dia terminou com o melhor dos humanos. Muitos amigos a tentar ajudar. A partilhar, a dar uma palavra amiga, a contribuir monetariamente. Porque há despesas e para além disso, há uma associação que precisa e merece ajuda.

 

Chorei muito. Primeiro de tristeza, depois por não poder ficar com ela e por fim porque a solidariedade que recebi me comoveu muito.

Tenho esperança que tudo acabe bem e ela arranje a família que merece.

 

Esta é a "Fátima" (nome provisório, porque foi encontrada no Bairro Nossa Sra de Fátima).

Alguém por aí quer um novo membro na família?

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Cada vez que olho para o Tobias, me apetece chorar. Eles são tão bons, tão especiais... porquê que as pessoas são tão más?

Aqui como a encontrei e durante o transporte...

Quando tiver novidades, conto-vos.

 

 

Os filhos dos outros

... são um problema para... os outros.

 

Queixa-se a Bruxinha, e com razão, que muita gente acha que ela devia fazer uma menina (eu por acaso também acho, porque ela faz catraios muito giros).

 

O que ela não sabia é que, se tivesse já o "casalinho" lhe diriam que tinha que ter um terceiro, para desempatar. Provavelmente, se fizer a menina, alguém vai dizer: "Três filhos?? Neste tempo?? Com a vida como está!!"

Ou então vão-lhe dizer para fazer o quarto, que aos pares é que é bom.

Meter-se na sua vidinha é que é difícil para muita gente.

 

Se tens filhos aos 20, é cedo, se aos 30 ainda não tens, é tarde.

Quase aos 40 então, é um misto de pena e crítica que nem sabem para onde se viram.


Se não podes ter, devias adotar, mas atenção, que adotar dá muito trabalho e "eles depois querem os pais biológicos".

 

Se não queres ter filhos, "ai Jesus, tanta gente a querer e não pode" (sua egoísta!!). Como se os filhos de quem não quer fossem deixar mais feliz quem quer e não pode.


Se queres ter filhos sozinha, ai coitadinha da criança, precisa de um pai. Um pai sozinho, é melhor nem falar.

Mas atenção a quem escolhes para ser pai/mãe da criança...

 

Termino o texto como ela: 

"Então e quem paga as contas?!

Então...e se fossem às urtigas?!"

Portugueses nas tragédias

Nunca percebi aquele alívio inerente à frase "não há portugueses entre as vítimas".

Parece que as pessoas ficam aliviadas por, em 20 pessoas atingidas por uma desgraça, não haver nenhum português. 

Eu não fico.

 

Se não conheço nenhuma dessas pessoas, que diferença me faz a nacionalidade delas? Lamento-as de igual forma.

 

Claro que se eu conhecer as pessoas é diferente. 

Não conheço o Renato, mas conheço pessoas que o conhecem e estão aflitas, é óbvio que isso me deixa mais atenta ao caso, mas lamentar, lamento tanto como se ele fosse estrangeiro. 

Lido com pessoas estranhas #9

Ela: "tens um comprimido para a dor de cabeça?"

Eu: "vou ver"
     vasculho na carteira e encontro
"tenho um Brufen. Queres?"

Ela: "Para já não, era só para saber. Se mais logo precisar"

 

Pensei que estava a brincar e achei piada.

Mas, não estava.

Era só mesmo para ficar descansada caso lhe doa a cabeça.

 

Fiquei com pena.

O que tem Trump de pior?

Ou de mais assustador, se preferirem: as pessoas que o rodeiam.

 

Ele sozinho não vale grande coisa, mas assustam-me dos mentecaptos que lhe aparam os golpes, que provavelmente o incentivam na loucura, que aplaudem a sua alucinação constante.

 

Assusta-me ver um médico dizer isto:

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Este delírio soa-me tão familiar.

Foi tão recente na história do Homem haver um senhor que se declarava geneticamente especial e que, rodeado de mentecaptos, fez tanta merda.

 

Ai humanidade que não aprendes nada!

 

 

De mim, da vida... de tudo!

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