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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Ainda as tatuagens

Para mim, pior do que fazer uma tatuagem sem significado, é fazer uma com um significado demasiado específico: O nome do namorado (marido, companheiro...)

É que esses passam e a tatuagem fica, se é que me faço entender.

 

Conheço uma pessoa que ou vai reduzir as possibilidades de encontrar o amor em homens que se chamam Asdrubal*, ou vai ter que começar a pensar numa forma de tapar/apagar/esconder aquela porcaria que fez no braço.

*não é Asdrubal, mas é um nome igualmente raro.

Pessoas, a sério...

... é muito chunga ocuparem uma mesa (na praça dos restaurantes dos centros comerciais) quando ainda não têm comida (e vão à vez buscar os vossos almoços) enquanto pessoas já com os tabuleiros na mão desesperam por um lugar.

 

Civismo precisa-se!!

Está tudo doido?

... ou sou eu?

 

Ela - Os adultos não comerem carne é ao menos, pior é quando arriscam com crianças. As crianças precisam de carne (discutível), de leite (só das próprias mamãs)... e das vacinas. Não darem vacinas é que me põe doida.

Eu - Quem não dá vacinas?

Ela - Os "végãs".

Eu - Uma coisa não tem nada a ver com outra.

Ela - Vai dar tudo ao mesmo.

 

E com isto eu começo a ter dúvidas se realmente as vacinas não afetam a mioleira da malta...

Deixem-me "pastar" sossegada #8

Pessoa:

- Prova só um bocadinho.

Eu: 

- Não quero, obrigada. 

Pessoa: 

- Não sabes o que estás a perder...

Eu:

- c#%l/(#  t"  f$%7&!!!

Estou a perder saúde mental em aturar-te.

 

Sou vegetariana ainda não há um ano, sei bem o que ESCOLHI "perder"?

 

Sim, ainda continuo a ouvir coisas destas, mas já me dá para rir.

Não sou racista

Se a seguir à afirmação vier um "mas" é sempre de desconfiar, por isso não vou usar um "mas" e vou-me servir de um "apesar disso"...

Apesar de não ser racista, dou por mim a ver noticiários de Angola e Moçambique (tenho que o fazer, não é passatempo) e a pensar: estas pessoas são... diferentes.

Estranhas.

 

A festa que fazem porque foram inaugurados 100 metros de estrada em terra batida para juntar aos quilómetros esburacados do resto da via.

 

O tanto que louvam um governante porque levou a água a uma aldeia, mesmo que seja só uma torneira no meio de um largo.

 

A birra que os faz passar a noite junto a uma ponte que está a cair aos pedaços mas que não querem que seja encerrada porque terão que fazer uma viagem de mais 20 minutos. VINTE minutos.

 

O facto de deterem uma mulher que agrediu o marido com uma catana, algemarem-na mas não lhe retirarem a catana da mão. Ela e a vítima prestam declarações à televisão ali, à porta da esquadra, ele todo "empanado" mas pronto a perdoar, ela arrependida mas ainda armada.

 

Somos todos diferentes, é verdade, mas ali o atraso civilizacional é tão gritante que me entristece. 

Em terras tão ricas, as populações continuam a ser vítimas de uma colonização absurda e de uma descolonização atabalhoada, de uma guerra demorada demais.

 

Não sou racista. Ponto.

Sei que o que faz essas pessoas serem diferentes é a sociedade em que estão inseridas, a cultura, a forma de viver... mas não deixa de ser triste que não tenham acesso a tudo o que nós, na Europa, temos.

Principalmente, acesso ao conhecimento.

 

 

Nutricionistas ou publicitárias?

Seguia várias nutricionistas no Facebook, das famosas que têm livros... por vezes tinham dicas saudáveis e apetitosas e eu gostava de ver.

Deixei todas.

Tornaram-se montras de publicidade para marcas de alimentos, muitas vezes "espezinhando" o diploma com sugestões que todos sabemos ser pouco saudáveis. 

Sumos de pacote, alimentos processados, bebidas gaseificadas e açucaradas... há de tudo.

 

Desde que lhes paguem, não há-de tardar e uma anda a afirmar que afinal, um pacotinho de açúcar branco por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

 

Depois do Congresso dos Nutricionistas ser patrocinado pela McDonald's e a Coca-Cola, já nada me surpreende nesta área.

A área do marketing, claro.

 

 

Humanos: do melhor e do pior

Vi de tudo, ontem.

 

Na minha rua uma cadela, prostrada, a tremer, sem reação alguma. Ninguém sabe como ali apareceu.

 

Alguém da rua lhe pôs uma manta, onde ela se aconchegou, disponibilizaram água e ração, mas ela não tinha força. 

Liguei para o canil municipal, mas já passava das 17 horas, não tinham quem a viesse buscar e não adiantava leva-la lá, não teriam vaga.

 

Liguei a todas as associações que conhecia e que encontrei na internet. Eu e uma senhora que nem conheço mas fez o que pode. Umas estavam cheias, outras nem atenderam.

Liguei à polícia. Se abandonar um animal é um crime, é a polícia que devemos chamar. Foram incensáveis.

Dois agentes, preocupados com a bichinha, a tentar falar com toda a gente, revoltados com canil... um deles, por contactos pessoais chegou à fala com uma associação que é vocacionada para ajudar gatos, mas que não falha quando é precisa. Gatos Urbanos.

Foi levada para o Hospital Veterinário.

 

Provavelmente foi uma cadela de caça que chegou a velha e deixou de ser útil.

 

Tem ferimentos, dermatites, carraças, fome e sede. Estava exausta e em choque.

Triste, imensamente triste. 

Tenho para mim que estava a desistir de viver.

 

Animou um pouco. Ficou mais alerta. Mostrou ser meiga, gostar de mimos (quem não gosta) e ficou lá, pelo menos uma noite, mas se for preciso, até ter uma família de acolhimento para se por boa e depois tentar uma família para sempre. Ela merece. Eu não posso ficar com ela, com muita pena minha.

 

O dia terminou com o melhor dos humanos. Muitos amigos a tentar ajudar. A partilhar, a dar uma palavra amiga, a contribuir monetariamente. Porque há despesas e para além disso, há uma associação que precisa e merece ajuda.

 

Chorei muito. Primeiro de tristeza, depois por não poder ficar com ela e por fim porque a solidariedade que recebi me comoveu muito.

Tenho esperança que tudo acabe bem e ela arranje a família que merece.

 

Esta é a "Fátima" (nome provisório, porque foi encontrada no Bairro Nossa Sra de Fátima).

Alguém por aí quer um novo membro na família?

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Cada vez que olho para o Tobias, me apetece chorar. Eles são tão bons, tão especiais... porquê que as pessoas são tão más?

Aqui como a encontrei e durante o transporte...

Quando tiver novidades, conto-vos.

 

 

De mim, da vida... de tudo!

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