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Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

"Faz-me um like"

Sabem aquelas pessoas com quem nunca falam, porque não têm nada para dizer, nenhum motivo mais específico, mas que mantém no Facebook porque foram vossos colegas, são vizinhos ou colegas de trabalho e pronto, estão ali quietos, não incomodam?

 

E sabem quando recebem uma mensagem desse tipo de pessoas a pedir "like" numa cena qualquer?

Toma lá o like 🖕

Tenho uma qualquer disfunção...

 

Há algumas palavras que raramente escrevo à primeira.

Escrevo erros e gralhas como toda a gente, às vezes mais, outras menos, mas há palavras que é raro não escrever mal. Não fosse o corretor ortográfico do programa informático com que trabalho e os "Sampaio" seriam "Samapio" e o "mais" raramente não seria "masi".

 

Mas há outras:

qeu = que

Pasoss = Passos

 

E há a troca de caixa alta e baixa:

José MAria

António jOsé...

 

Já para não falar de quando "como" letras:

enqua to

se pre

    deixo o espaço para as "piquenas", para não ficarem tristes, mas não as escrevo...

 

Se calhar é normal, acontece a mais gente, mas a mim é tão recorrente que enerva...

 

Podem não acreditar, mas quando escrevi "Sampaio" escrevi mesmo "Samapio"...

...isto não pode ser normal.

Acabaram as férias

Adorava ser daquelas pessoas que acordam cedo, mesmo antes da hora do despertador, bem dispostas e animadas, cheia de vontade de agarrar o dia e fazer coisas... mas não sou.

 

Por isso, hoje quando o telemóvel se pôs como um louco a tocar alvorada, apeteceu-me fazer de conta que não ouvia e continuar o que estava a fazer, porque as férias acabaram mas ainda nem toda eu aceitei isso.

 

Voltar às rotinas, os mesmos gestos à mesma hora, a ver as mesmas caras das quais não tive saudades nenhumas e das quais, ao fim de cinco minutos, já estás farta de ouvir outra vez...

 

Preciso de férias.

Festas da cidade de Coimbra

Ela - Foste?

Eu - Fui à Feira (Popular).

Ela - Andaste em alguma coisa? (carrosséis)

Eu - Não, tenho medo de todos.

Ela - E foste ver o fogo (de artifício)?

Eu - Não. Não gosto.

Ela - E foste ver algum concerto?

Eu - Passei pelo Miguel Araújo mas acabei por não parar.

Ela - Poxa*!! Não fizeste nada nas festas?

Eu - Comi farturas.

A feira popular ainda cá está esta semana, é provável que lá volte... para as farturas.

 

Para que raio tanta pergunta?

Aconteceu algum crime e ela é da PJ e eu não sei?

#souAssimNasciAssimVouSerSempreAssim

 

* O "poxa" dela começa com F, suponho que escreve tudo junto porque o que tem de cusca perde em gramática.

 

Posso ter uma preferência?

... mesmo que os outros não concordem, posso expressar que prefiro algo que pode até ser mau, mas eu prefiro? Posso? Agradecida.

(Sim, estou irritadiça. Preciso de férias)

Prefiro o calor ao frio.

      Parem de dizer que muito calor é mau. Eu gosto.

 

Não gosto que chova.

      Eu sei que é preciso, juro que não faço nenhuma reza ou dança do "para chuva", mas não gosto.

 

Não estou particularmente feliz com algumas evoluções científica, particularmente as espaciais, mas não vou fazer uma "manif" para que parem as investigações, por isso, posso dizer que preferia que fossem fazer furos para encontrar água em África? (eu sei que essa não é a solução, não me macem)

 

Eu também tive muita pena da Notre Damme ter ardido, senti um aperto no peito e tudo, mas preferia que os milhões de euros doados fossem para outros fins e que a reconstrução fosse feita, claro, mas com menos urgência do que a reconstrução de Moçambique, por exemplo.

 

Vou continuar a preferir umas coisas em vez de outras mesmo que as outras pareçam ou sejam melhores para o mundo e justificáveis para a maioria.

 

Ou os senhores do dinheiro têm o direito a escolher pagar para concertar pedras e eu não tenho o direito de dizer o que prefiro?

 

Fui madrinha de casamento

... apesar de não acreditar muito no casamento.

 

Não no casamento em causa, mas no casamento em geral, no matrimónio enquanto instituição para a vida.

 

Acredito que a grande maioria das pessoas case por amor e com a certeza absoluta que quer viver com aquela pessoa para a vida, por isso, é válido para quem o quer fazer, nada contra. Mas como podemos jurar, em plena consciência, que vamos amar e respeitar e bla, bla, bla... uma pessoa para o resto da vida?

As pessoas mudam, tanto o ser amado como quem ama, conhecem-se outras pessoas que até ali nem se sabia que existiam... e porque num dia de sol (ou chuva, tanto faz) em que se estava apaixonado se jurou que era para sempre, tem que se viver o resto da vida preso a essa promessa?

Não tem, eu sei que  não tem, mas então faz sentido assinar esse "contrato"?

 

Dizia uma senhora que ficou na minha mesa no almoço: "Antigamente os casamentos duravam cinquenta anos, hoje duram cinquenta dias".

Pois duravam, mas à custa de quê? Do amor? 

 

Será uma minoria aqueles que subsistiram por verdadeiro amor. A maioria durou porque havia dependência económica, porque havia medo, porque "é assim e pronto". 

 

Faz sentido a sociedade continuar a "exigir" que o casamento seja para sempre? 

 

Será justo que se acuse os que não duram de "agora as pessoas não aturam nada".

E têm que aturar porquê?

Têm que aturar maus tratos, infidelidades, deslealdades, "desamor", falta de paixão... porquê? 

 

O objetivo maior do ser humano não é ser feliz? Não é válido que se procure a felicidade?

 

Pois eu acho válido que se procure a felicidade casando, como o fizeram os "meus noivos", mas também descasando, se assim foram mais felizes.

 

Espero que o casamento a que fui dure para sempre, desde que o para sempre seja enquanto os dois forem felizes.

 

Não digo "nunca", porque não digo, mas não conto casar. Se por qualquer obra do acaso, que me escapa neste momento, isso acontecer, será porque quero muito viver com essa pessoa para sempre, mas isso só é válido até ao momento em que deixo de querer.

 

Para mim, esse "quer e não quer" não precisa de um papel assinado para ser a sério.

 

Se eu fosse # um pecado

Seria a preguiça.

 

Sou preguiçosa sim, e já tive vergonha disso, mas agora não tenho.

Sou lontra de sofá, adoro estar na ronha e se posso fazer uma coisa amanhã, não a vou fazer hoje.

 

Para castigo, acabaram as férias. 

Podem imaginar a minha cara quando vi que este tema calhava no dia de hoje?

Sinto-me punida 

 

A Happy e a Charneca em Flor juntaram-se a mim no desafio, espreitam o que elas seriam se fossem... 

 

Eu...

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