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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Outra vez as prioridades

Não está em causa que o incêndio na Catedral de Notre Dame foi terrível e é óbvio que a reconstrução tem que acontecer. São mais de 800 anos de História, Cultura e Arquitetura que é muito importante recuperar na medida do possível.

 

A categral é muito mais do que um local de culto religioso, pelo que é um bocadinho ridículo ler os muitos comentários que dizem que é a Igreja Católica que tem que arcar com tudo, mas confesso que me faz um bocadinho de impressão, digamos assim, que em tão pouco tempo já se tenham garantido tantos milhões de euros para a recuperação. 

 

Uma situação em particular fez-me pensar no quão "sem noção" o ser humano consegue ser.

 

O presidente do Parlamento Europeu sugeriu que cada eurodeputado doasse um dia de salário para a reconstrução... Não houve nada nos últimos anos no mundo que tivesse tocado o coração do senhor como o fogo de Notre Dame?

(se houve a sugestão noutras situações não me lembro).

 

Não me lembro e tal sugestão aquando dos fogos em Portugal, do grande incêndio na Grécia, por exemplo, para não falar da crise de migrantes que dura há anos e, alargando o campo, as várias tragédias mundiais, as guerras, a fome em tantos locais do mundo.

 

Que cada eurodeputado, a título particular, dê o que quiser, eu não tenho nada a ver com isso. Assim como não tenho nada a ver com as ofertas dos multimilionários nem de ninguém. Cada um dá o que quer, se quiser e para as causas que bem entender, mas não consigo deixar de pensar que têm o sistema de prioridades avariado e choca-me, bastante, que essa "avaria" parta de uma instituição como o Parlamento Europeu.

 

Sou só eu... #14

... que não estou super entusiasmada porque vi uma foto de um buraco negro?
 
Volto ao assunto porque a minha capacidade de abstração não permite ver ali nada mais do que uma "argola" de luz num fundo preto... mais ou menos o que fico a ver durante uns segundos quando esfrego demais um olho que "comicha".
 
Oh pah! OK!! Que fixe. Um buraco negro.
 
A mim dava-me mais jeito que tapassem buracos nas estradas, cobrissem buracos orçamentais... mas pronto, 'tá certo, comprovaram que o Einstein tinha razão e que há um buraco negro.
 
E isso é super importante. 
 
Muda tudo... não sei em quê, mas os cientistas dizem que sim.
 
Sempre me fez muita confusão que se ande à procura de coisas a milhões de anos luz de distância ao mesmo tempo que se deixa estragar aquilo que temos certo, a Terra. 
 
Não percebo muito bem que se gastem milhões "de dinheiros" para procurar água em Marte enquanto há humanos no Planeta Terra que fazem quilómetros, a pé, para ter água para beber.
 
Não tenho nada contra a Ciência, a sério que não. Só acho que se calhar se redefinia prioridades e direcionava recursos para o que já temos.

 

E se eu vos disser que gosto da Maria Leal?

Estou a mentir.

Não gosto da pessoa nem da artista (?) mas tenho que declarar que esta última música não é a pior coisa que já ouvi

Não há ali quase nada que não pudesse ser cantado por uma qualquer "Xana Toc Toc"... Mas pronto, calha ser a Maria Leal. O vídeo, não sendo digno de Óscar, não está péssimo e nem acho mal pensado.

 

Se ela tivesse começado por aqui, sem se conhecer a "suricata com Parkinson" e toda a história associada, se calhar não era vista como é.

 

Eu própria cedi ao preconceito e já me estava a rir e a gozar antes mesmo de abrir o vídeo. Para começar até só vi, sem ouvir... e a primeira surpresa foi aí. A imagem não era má, pelo menos até aparecer a "boneca". Depois parei e só voltei ao assunto com som. Não, decididamente não era o pior som que já ouvi.

 

Não passei a gostar, não compraria nem irei a um show dela, nem mesmo só para gozar, mas tenho a forte convicção que o pior deste vídeo é mesmo todo o "fenómeno" que é Maria Leal e não tanto o que se vê e ouve. Não é bom, OK, mas também não fere propriamente os ouvidos ou os olhos.

Um "pequeno" passo para o surf

... um grande passo na evolução de mentalidades. 

Prémios iguais para homens e mulheres na Liga Mundial de Surf

Arrisco dizer que para a evolução da humanidade.

 

No futuro, todos vão perceber que as diferenças entre homens e mulheres existem e são boas, mas que em direitos, liberdades e garantias, somos todos iguais.

 

Só se chega lá passo a passo, e pelo menos um desses passos foi dado.

 

Ajudem-me a pensar

Qual é o mal de nos próximos censos se perguntar qual a etnia das pessoas?

Os censos são um instrumento quantitativo, pelo que me parece normal saber, para além de quantos somos, o que nos distingue. 

 

Assim, à primeira vista, parece-me que quem se revolta é que está a ser racista. Uma espécie de "racismo positivo", que não toca para não "ferir", mas que não deixa de ser racismo.

 

Já agora também não perguntem se "é macho ou fêmea", porque somos todos pessoas... tenham dó.

 

Não somos todos iguais e as nossas diferenças é que enriquecem a sociedade e não vejo mal nenhum em se saber quantos "somos de cada".

Todos juntos é que fazemos com que isto (a sociedade) tenha graça.

Se estou a pensar mal, esclareçam-me onde está o erro.

Governo quer creches em quartéis para ter mais mulheres militares

... isto porque, como toda a gente sabe, os homens militares não têm filhos a precisar de creches. 

Como é óbvio (NOT), a obrigação de educar as crianças é da mulher e portanto vamos dar condições para que ela possa ter uma carreira, neste caso militar, e não tenha que ficar em casa a tomar conta da criação descendência.

Uma medida que até é boa acaba por ser a prova de que vivemos numa sociedade machista.

Famílias políticas ou políticas familiares?

Então parece que aquilo no Governo parece aquelas reuniões que as famílias fazem uma vez por ano para reunir todos os tios e primos, cunhados e padrinhos... É giro.

 

Não tenho uma opinião muito bem formada, não conheço as pessoas nem as suas competências, mas claro que, à primeira vista me parece no mínimo estranho que só haja competência no seio das mesmas famílias.

 

Depois penso: Não será assim na vida, em geral?

 

Na "minha" empresa há uma série de casais e é raro o funcionário que não tem alguém da família, mais ou menos afastado, a trabalhar cá também.

Por exemplo, eu tenho uma prima, que por sua vez me tem a mim e uma outra prima.

Ainda há pouco tempo, a minha prima tinha cá uma irmã que... era minha prima também, claro.

 

Quantos médicos conhecem que são filhos de médicos e casados com médicos ou outros profissionais de saúde?

 

E as famílias de artistas? Desportistas?

 

Não será normal que andando em "politiquices" juntos, as pessoas se apaixonem e casem? É justo que isso depois as impeça de aceder a determinados cargos porque já lá está o cônjuge?

 

Não será normal que quando temos que convidar alguém para um cargo importante chamemos alguém da nossa confiança?

 

Neste assunto, tenho mais dúvidas do que certezas.

Que à primeira vista "fica mal", fica. Mas depois há muitos "se" que fazem as coisas terem um pouco de sentido.

 

O que não me parece nada bem é outros partidos a criticar isto porque "os amigos são família" e se formos a ver as amizades em cargos XPTO... é melhor nem irem por aí.

 

 

Quem não gosta não vê. Simples?

Não. Nada simples.

 

O maior argumento pró programas de domingo à noite, os que se intitulam, "mais hífen menos cedilha" como "quem quer ser criada para todo o serviço do paspalho" é que só vê quem quer. Ora então, pois claro, mal seria se assim não fosse. Isso quer dizer que temos que estar quedos e calados e nada dizer sobre o assunto?

Pode dar leilões de fêmeas à hora do jantar, que só temos que mudar de canal e continuar a comer a sopa? Tenham paciência pah!

 

Quem quer ver, vê, mas deixem quem se sente envergonhado por aquelas mulheres se prestarem aquele (des)serviço reclamar à vontade. 

 

Aquelas senhoras não estão ali porque é opção de vida delas servir um marido, ser fadas do lar... o que o for, que é válido, concorde eu ou não, estão ali porque querem fama, não se importando de passar uma imagem que cola a todas as mulheres e serve os propósitos de quem ainda se serve da objetivação da Mulher para perpetuar todas as injustiças e crimes de que ainda somos alvo.

 

Pois claro que eu vou ver outra coisa que não aquilo, mas elas continuam lá, a (não) mostrar ao mundo e às gerações vindouras como se é mulher a valer.

De mim, da vida... de tudo!

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