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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Festival de carne de cão na China

Esperam que venha aqui dizer horrores sobre os chineses? Não venho. 

 

Apelar a que assinem petições?

Não. Corro o risco de que o façam a comer um pão com fiambre.

 

Antes de quererem mudar a China, lá tão longe, pensemos em mudar a nossa casa.

A diferença entre eles e nós está na nossa perceção e não na realidade dos factos.

 

 

Se acham mal comer cães, eu também acho óbvio, conscientemente acham que é muito diferente de comer porcos ou vacas?

 

Andei muitos anos a achar que era diferente. Mas não é.

#animaisnãosãocomida.

Kira - A Dona Fátima

Lembram-se da "Fátima"... a "Fatinha"... A Dona Fátima?

 

Agora é oficialmente a Kira.

 

Está a viver com uma FAT (Família de Acolhimento Temporário).

A ser feliz, a conhecer uma família. A ter o que merece.Colagem sem título.jpgFoi viver para perto do mar, já vai ao café e aos poucos ficará bem.

Agora, só falta uma família para sempre.

Boa sorte pequenina!

 

 

Humanos: do melhor e do pior

Vi de tudo, ontem.

 

Na minha rua uma cadela, prostrada, a tremer, sem reação alguma. Ninguém sabe como ali apareceu.

 

Alguém da rua lhe pôs uma manta, onde ela se aconchegou, disponibilizaram água e ração, mas ela não tinha força. 

Liguei para o canil municipal, mas já passava das 17 horas, não tinham quem a viesse buscar e não adiantava leva-la lá, não teriam vaga.

 

Liguei a todas as associações que conhecia e que encontrei na internet. Eu e uma senhora que nem conheço mas fez o que pode. Umas estavam cheias, outras nem atenderam.

Liguei à polícia. Se abandonar um animal é um crime, é a polícia que devemos chamar. Foram incensáveis.

Dois agentes, preocupados com a bichinha, a tentar falar com toda a gente, revoltados com canil... um deles, por contactos pessoais chegou à fala com uma associação que é vocacionada para ajudar gatos, mas que não falha quando é precisa. Gatos Urbanos.

Foi levada para o Hospital Veterinário.

 

Provavelmente foi uma cadela de caça que chegou a velha e deixou de ser útil.

 

Tem ferimentos, dermatites, carraças, fome e sede. Estava exausta e em choque.

Triste, imensamente triste. 

Tenho para mim que estava a desistir de viver.

 

Animou um pouco. Ficou mais alerta. Mostrou ser meiga, gostar de mimos (quem não gosta) e ficou lá, pelo menos uma noite, mas se for preciso, até ter uma família de acolhimento para se por boa e depois tentar uma família para sempre. Ela merece. Eu não posso ficar com ela, com muita pena minha.

 

O dia terminou com o melhor dos humanos. Muitos amigos a tentar ajudar. A partilhar, a dar uma palavra amiga, a contribuir monetariamente. Porque há despesas e para além disso, há uma associação que precisa e merece ajuda.

 

Chorei muito. Primeiro de tristeza, depois por não poder ficar com ela e por fim porque a solidariedade que recebi me comoveu muito.

Tenho esperança que tudo acabe bem e ela arranje a família que merece.

 

Esta é a "Fátima" (nome provisório, porque foi encontrada no Bairro Nossa Sra de Fátima).

Alguém por aí quer um novo membro na família?

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Cada vez que olho para o Tobias, me apetece chorar. Eles são tão bons, tão especiais... porquê que as pessoas são tão más?

Aqui como a encontrei e durante o transporte...

Quando tiver novidades, conto-vos.

 

 

Então vai poder haver cães em restaurantes

... para surpresa de muitos, não concordo lá muito com a medida.

 

A ideia é boa, claro que sim. Poder levar o Tobias a qualquer parte seria muito bom (apesar de ser tarefa complicada, mas adiante), o problema é que não confio na maioria dos humanos responsáveis pelos animais.

Se há humanos responsáveis, que educaram os seus amigos a ser uns lordes e a comportarem-se bem em todo o lado, há os irresponsáveis, como eu, que os deixam fazer tudo e estão nem aí quando as pessoas dizem: "mas ele é um cão, tem que ter regras".

Estes últimos, dividem-se em duas categorias, os que têm um cão que, apesar de destrambelhado, é meigo e controlável, que é o meu caso, e os que tutelam um cão problemático, pelas mais diversas razões, e cujo humano que o acompanha não é capaz de o controlar.

 

Como todos vão poder entrar: os cães que se deitam debaixo da mesa e dormem e os que foram "educados" para lutar, por exemplo, não acho seguro, nem para pessoas nem para animais.

Não estou a ver o dono de um estabelecimento impedir o dono de um pit bull* (só um exemplo) de entrar e depois de uma pessoa ou outro animal ser atacado por um cão, pouco importa vir a polícia para os retirar do local e apurar responsabilidades. Bem sei que também andam na rua, mas "fechados" num estabelecimento, rodeados de desconhecidos, barulhos estranhos e eventualmente outros animais, é todo um cenário diferente que acho que não está atualmente acautelado.

OK, um ataque de um cão é capaz de ser um caso extremo, mas é o que me assusta, porque baba e pelos por todo o lado não me faz confusão, no entanto, lá porque convivo com o pelo do meu cão com o mesmo à vontade com que convivo com os meus cabelos, isso não quer dizer que toda a gente tenha que sentir o mesmo.

Lá porque adoro o Tobias, isso não significa que toda a gente o sinta e que não possa haver até pessoas que têm medo dele (não tenham a sério, não há necessidade).

Eu não me importo nada de o ver em amena cavaqueira com um outro cão que acabou de conhecer, isso não quer dizer que toda a gente à minha volta tenha que almoçar a ouvir dois cães amigavelmente engalfinhados na galhofa.

 

Detestaria estar a comer com uma cobra ou uma tarântula na mesa do lado, tenho que respeitar quem possa temer um cão.

Num mundo ideal, seria perfeito poder levar os patudos a todo lado, mas vivemos no mundo real, pelo que acho bem que fique ao critério do dono do estabelecimento, o que faz com que, na maioria dos casos, seja proibido na mesma.

Lamento que assim seja, porque adorava viver num mundo ideal, mas é o que temos.

 

*ATENÇÃO: não tenho nada contra pit bulls, tenho é contra alguns donos de alguns deles.

 

 

O Tobias

O Tobias veio para a minha família da pior maneira que se pode trazer um cão para casa: num impulso.

Filho de uma cadela vadia, era um dos 9 da ninhada parida numa vala, num monte aqui perto. Quando foram encontrados já era espigadotes e uma amiga recolheu-os para lhe encontrar famílias.

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E encontrou. Para os 9, em pouco mais de uma semana. No entanto, no dia 28 os supostos futuros donos do matulão mais escuro da foto, desistiram.

Ela contou no facebook que, afinal, este patudo ainda não tinha família.

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 Mostrei a foto à minha mãe e perguntei, já sabendo que a resposta seria não:

- Ficamos com ele?

- Ficamos.

 

FICAMOS?? SIM?!!

 

Liguei à minha amiga e fui busca-lo uma hora depois.

 

Não tinha nada. Ela é que me deu ração. Tive que ir comprar tudo às pressas...

- Não estava preparada para praticamente não dormir nas 3 primeiras noites (até desistir e levá-lo para o meu quarto).

- Não fiz as contas às despesas associadas.

- Não fazia ideia onde o deixar nas férias, que já estavam marcadas.

 

Não deve ser assim.

Levar um animal para casa é uma decisão que tem de ser muito pensada. 

 

Nunca, nem por um segundo me arrependi ou pensei que não o devia ter feito, mas não aconselho a ninguém que o façam assim.

Mas aconselho a toda a gente que tenha um patudo.

A alegria que nos dão é muito superior aos pelos que espalham pela casa (pela roupa e até por sítios onde nunca estiveram, como o meu local de trabalho), aos tapetes e chinelos roídos, aos cocós e xixis, aos passeios quando só nos apetece estar esticada no sofá... é superior a tudo. 

 

Mas não é fácil. E quem não estiver disposto a todos os contras, mais vale não pensar nos prós e não ter, para já, um animal.

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Aqui está ele na sua casinha, que era suposto usar quando não estamos e fica sozinho no pátio, mas que só usa quando estamos e assim, metade fora, metade dentro...

 

 

O que o cão sabe...

O "Observador" diz que os cães conseguem perceber muito sobre uma pessoa. É a verdade.

Já conhecia toda a sabedoria dos cães, mas depois de ter o Tobias, aprendi coisas que nunca sequer tinha imaginado.

 

Sabem aquela velha história do "só lhe falta falar"? Não falta. Ele fala. Juro.

Não fala a minha língua, nem nenhuma que tenha dicionário, mas faz-se entender melhor que muita gente.

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Aqui está claramente a dizer: "Larga a máquina e anda brincar"

 

Incentivos fiscais para quem tem animais de estimação

Pois que “nim”

 

Se à primeira vista tendo a subscrever tudo o que disse a Magda e a achar uma ótima ideia, depois li o que disse a Nice e também concordo com ela.

 

Mas já tenho uma solução.

 

Não concordo com benefícios fiscais, mas poderia haver benefícios na mesma para quem tem animais. Por exemplo, com comparticipação nos veterinários, medicamentos e IVA a 6%, como os nossos (nem todos o têm) e mesmo vacinas e desparasitações gratuitas, uma vez que se trata de uma questão de saúde pública. As esterilizações também deviam ser comparticipadas, conforme os rendimentos da família.

Não haveria abusos e só teria benefícios quem realmente precisa e trata os seus patudos.

 

Que me dizem, Magda e Nice? Votam em mim?

De mim, da vida... de tudo!

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