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Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Fui madrinha de casamento

... apesar de não acreditar muito no casamento.

 

Não no casamento em causa, mas no casamento em geral, no matrimónio enquanto instituição para a vida.

 

Acredito que a grande maioria das pessoas case por amor e com a certeza absoluta que quer viver com aquela pessoa para a vida, por isso, é válido para quem o quer fazer, nada contra. Mas como podemos jurar, em plena consciência, que vamos amar e respeitar e bla, bla, bla... uma pessoa para o resto da vida?

As pessoas mudam, tanto o ser amado como quem ama, conhecem-se outras pessoas que até ali nem se sabia que existiam... e porque num dia de sol (ou chuva, tanto faz) em que se estava apaixonado se jurou que era para sempre, tem que se viver o resto da vida preso a essa promessa?

Não tem, eu sei que  não tem, mas então faz sentido assinar esse "contrato"?

 

Dizia uma senhora que ficou na minha mesa no almoço: "Antigamente os casamentos duravam cinquenta anos, hoje duram cinquenta dias".

Pois duravam, mas à custa de quê? Do amor? 

 

Será uma minoria aqueles que subsistiram por verdadeiro amor. A maioria durou porque havia dependência económica, porque havia medo, porque "é assim e pronto". 

 

Faz sentido a sociedade continuar a "exigir" que o casamento seja para sempre? 

 

Será justo que se acuse os que não duram de "agora as pessoas não aturam nada".

E têm que aturar porquê?

Têm que aturar maus tratos, infidelidades, deslealdades, "desamor", falta de paixão... porquê? 

 

O objetivo maior do ser humano não é ser feliz? Não é válido que se procure a felicidade?

 

Pois eu acho válido que se procure a felicidade casando, como o fizeram os "meus noivos", mas também descasando, se assim foram mais felizes.

 

Espero que o casamento a que fui dure para sempre, desde que o para sempre seja enquanto os dois forem felizes.

 

Não digo "nunca", porque não digo, mas não conto casar. Se por qualquer obra do acaso, que me escapa neste momento, isso acontecer, será porque quero muito viver com essa pessoa para sempre, mas isso só é válido até ao momento em que deixo de querer.

 

Para mim, esse "quer e não quer" não precisa de um papel assinado para ser a sério.

 

Lá ver uma coisa #15

A respeito da chamada "caça à multa" dizia-me um iluminado:

- "Posso ir a mais de 120 se for para ultrapassar"

- Não, não podes. Se o limite for 120, não podes ir a mais do que o limite.

Bem, poder podes, não deves. Se fores e te apanharem, a multa é bem aplicada.

- "Posso sim.

    Se o gajo que vai à minha frente for a 120 como o ultrapasso se não for a mais do que ele?"

ALERTA!! Se não é burro parece.

- Não podes ir a mais de 120 para o passar, simplesmente não o podes ultrapassar.

Vais sugadito atrás dele a 120 também, que é o limite máximo de velocidade.

 

Mas o que se passa na cabeça de algumas pessoas?

Têm paragens de funcionamento ou só querem fazer os outros de estúpidos?

 

Música ao Sábado # Consigo tocar num instrumento

Depois de conseguir parar de rir (como deixei este tópico aqui? ) vou responder que na verdade, não sei tocar nenhuma música em nenhum instrumento.

 

Em miúda tive um órgão, muito simples, mas não dos "de brincar", era a sério, e tocava algumas coisas para além dos "Parabéns". Como toda a gente, aprendi flauta na escola... mas nunca soube ler uma pauta e o que tocava era "de ouvido".

 

Mas hoje é sábado e não vou deixar o blog sem música.

Não sei tocar esta, mas gostava. 

"Amor Em Construção" - Marco Rodrigues e Marisa Liz 

Conheci há pouco e fiquei rendida.

Adoro.

 

 

 

Lá ver uma coisa #14

Se a dona Dolores fosse magra já podia publicar fotografias em bikini?

 

Porque raio é que "fulana mostra as curvas de sonho" é bom e a dona Dolores "devia ter mais cuidado e não se mostrar assim".

Se eu acho bonito publicar fotos em bikini? Não particularmente. Acho muito bem que ela tire as fotos mas, se me fosse permitido um conselho, deixava-as no recato do lar... Mas essa minha opinião é independente do peso da pessoa fotografada.

A partir do momento que acham bem que uma gaja toda boa publique fotos desnuda, têm que achar bem que uma gorda, uma magra, uma alta, uma baixa... o faça.

Não gostam? Tapem olhos.

Se ela se sente bem, mostra como é e faz ela muito bem. 

Sabem que a caça à multa não existe...

... não sabem?

É um mito, ou melhor, é uma cena que quem infringe as regras inventou para se sentir menos culpado da porcaria que faz ao volante.

 

Mesmo que o polícia esteja mascarado de poste elétrico, escondido num caixote do lixo, ou tenha enfiado o radar "onde o sol não brilha"... as pessoas só são apanhadas em infração se cometerem a infração.

Boa?

 

A culpa daquela multa de excesso de velocidade não é do Estado que quer encher os cofres à conta do desgraçado, é do desgraçado que carrega no acelerador.

 

Nunca fui multada, não estou livre, sou humana, mas não me verão por a culpa no polícia.

A multa não acontecerá porque o polícia é filho de uma meretriz, mesmo que ele o seja, acontecerá porque eu errei. 

 

Eu...

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