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Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Blog de AlGo

Por Alexandra Gomes

Agora exprimo-me em "vegan" #8

Para mim "mais vale um pássaro a voar do que muitos numa gaiola", imaginem o que é muitos pássaros a voar pelas letras, que juntas formam palavras, que agrupadas fazem um texto, multiplicado por quase 40 blogadeiros alados... Um espetáculo.

 

Digam-me cá, têm acompanhado o Desafio de Escrita dos Pássaros?

 

Podem ver a minha participação aqui, mas não deixem de visitar os outros

 

Pássaros dos verdadeiro, só livres e soltos...

 

Oh gente!! Poupem-me.

Aceitam casar com uma pessoa que nunca viram, escolhida por um grupo de pessoas que acham que sabem fazer casais. Uns Cupidos da era moderna, cheios de teorias psicológicas e frases feitas...

Aceitam essa estupidez aventura, depois olham para a vítima pessoa que lhes foi atribuída e a primeira coisa que dizem é: "não faz o meu género".

Oh malta, ide para o Tinder raios.

Para os mais distraídos, estou a falar do "Casados à Primeira Vista", que estreou ontem a segunda temporada e das noivas às amigas... poucos faziam o género, seja lá isso o que for.

 

Desafio da escrita dos Pássaros #5

Disseram que quinei subitamente,

E um anjo me levou do crematório,

Mas de suas asas caí, infelizmente,

Fui dar comigo na fila do purgatório.

 

À minha frente, já há uma porrada d’anos, 

Adolf esperava p'la sentença, 

Não o queriam religiosos nem profanos, 

Pedi a palavra: "Com licença".

 

Têm toda a eternidade p'ra resolver isto,

E eu estou mortinha por ver o Demónio,

Deixem o homem ir p'rá beira de Cristo, 

Com isto, não matem mais nenhum neurónio.

 

Não é por aí qu’Hitler se torna santo, 

Despachem isso para eu ir ter c’os meus, 

Dizem que no céu tudo se perdoa, 

Deixem-se de merdas pelamordedeus.

 

Surpresos demónios, santos e o anjo,

Começaram a escrevinhar num caderno,

Concordaram mandar p'ró céu o marmanjo,

Com apresentações periódicas no Inferno.

 

Tema: Estás na fila para do purgatório e Hitler está à tua frente.

Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo.

Desafio da escrita dos Pássaros #4.1

Porque tinha tido uma primeira ideia de texto e não o quero deitar fora

Beatriz vivia para trabalhar e não sabia dizer "não".

 

Ingressou nos quadros da empresa quando terminou o curso com nota de 18 e passo a passo foi subindo até um cargo na administração.

Tinha horário de entrada, mas a saída era uma incógnita. Feriados passava-os a trabalhar e as férias eram marcadas de acordo com as necessidades da empresa. Não raras vezes foram alteradas, interrompidas e até canceladas.

Beatriz aceitava tudo, porque queria vencer na carreira e principalmente, porque não sabia dizer que não.

Casou e teve um filho, mas o trabalho vinha sempre primeiro, mesmo que para isso não fosse às reuniões de pais nem às festas na escola.

O filho do patrão formou-se e ocupou um lugar de destaque na empresa. Beatriz foi mudada para funções menores, mas quando era preciso trabalhar a sério, chamavam Beatriz que, claro, dizia que sim.

A crise instalou-se, a empresa fez uma reestruturação, Beatriz ficou com as responsabilidades maiores com alguns benefícios retirados porque não havia recursos e claro, Beatriz disse que sim e continuou empenhada em trabalhar.

A crise agravou e a empresa fechou. O patrão fugiu para o estrangeiro e as instalações foram "limpas" de máquinas e documentos. 

Beatriz foi despedida.

Tinha 50 anos, a reforma vinha longe e não havia perspetivas de um novo emprego.

Quando lhe perguntavam se estava bem, Beatriz dizia "sim". Não queria mostrar fragilidade e principalmente, não sabia dizer que não.

 Beatriz adoeceu.

O seguro de saúde que pensava que tinha nunca foi pago e do patrão nem sinal. As colegas, que a achavam “lambe botas”, não souberam ou não quiseram saber. Amigos não tinha, não teve tempo de os fazer. O filho foi fazer a vida fora e não tinha tempo, estava a trabalhar.

A seu lado, na cama do hospital, o marido Joaquim perguntou

- Beatriz, foste feliz?

- Não.

Beatriz finalmente disse "não", e agora?

Agora já é tarde.

AlGo destacado #35

SAPO eu gosto, pronto, é giro ver o nosso blog destacado, mas qualquer dia és processado, porque as pessoas chegam aqui a pensar que vão ler coisas de jeito e deparam-se com este espaço de letras juntas a formar palavras...

Olha, fica à tua responsabilidade, eu só tenho que dizer obrigada por mais um mimo.

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Legislativas 2019 - AlGo a dizer

- A abstenção foi de 45,5%.
Havia 21 opções, mais o voto em branco, que mostra que a pessoa se importou mas não tem uma opção que considere digna do seu voto, e quase metade da população cagou na democracia.
É triste.
Ainda não percebi (já alguém percebeu?) se sobe ou desce, mas para mim pouco importa, sem haver uma justificação válida, nada desculpa a falta de interesse. Só fico satisfeita no dia em que a abstenção for residual.
Temo que nunca ficarei satisfeita.

- Maior diversidade no Parlamento com três novos partidos a conseguir um assento parlamentar... Nem tudo é bom, mas na teoria, agora não se pode dizer que são sempre os mesmos. 
Gosto de muito do que o Livre defende, por isso, fico feliz que tenha conseguido um lugar. A Joacine disse que não gagueja no pensamento e, por isso, que seja uma boa presença na casa da democracia.
O Iniciativa Liberal, para já, não vai poder fazer muito, mas tenho medo que cresça à conta da bagunça que reina na direita. Eles querem acabar com o Estado Social e, só por isso, eu queria acabar com eles, vamos ver o que fazem.
Quanto ao Chega, mesmo com medo do que o fez "chegar", tenho esperança que não passe de um epifenómeno, uma espécie de castigo que os eleitores de direita quiseram dar aos moderados. No Parlamento, a caricatura vai ter que dar lugar a um discurso que respeite a Constituição, pelo que acho que se vai apagar a si próprio. Assim espero.

- O PS ganhou, sai reforçado e já ninguém pode atacar com aquela mentira da falta de legitimidade para governar. O país gostou da geringonça, ou pelo menos prefere-a a outra coisa e, por isso, não penalizou o PS, apesar dos pesares, mas António Costa não conseguiu a maioria absoluta que fingiu não querer durante a campanha. Eu não acho que com apoios pontuais a legislatura dure o tempo devido e até acho que se forem forçadas eleições antecipadas os socialistas conseguem mesmo a tal  maioria, por isso, agradar-me-ia um acordo que proporcionasse estabilidade e só o vejo possível com o Bloco de Esquerda.
Eu sou das portuguesas que gosta da geringonça. Não amo, mas numa de "do mal o menos", gosto. 

- O PAN foi o grande vencedor. Quadruplicou o número de deputados, apesar das calúnias, das acusações, da campanha de bota abaixo feita nas televisões por (quase) todos os comentadores e "líderes de opinião". 

Se me dissessem que o PAN ia ter 130 deputados, eu ficaria apreensiva porque sei que lhe falta muito, mas como são "só" quatro, estou muito satisfeita. Quero ver mais daquilo que já foi sendo avançado em quatro anos. Não tenho medo do PA(N)pão, como parece que muita gente tem.

Votei PAN, acho que é a primeira vez que "ganho" umas eleições.

- O BE perdeu em percentagem e em número de votantes, manteve o número de deputados mas assumiu-se como a terceira força política nacional. Gosto disso e espero que a tendência seja de crescimento. Catarina Martins mostrou disponibilidade para, se não for apoiar, pelo menos não ser obstáculo à governação, pelo que, muito provavelmente vai ser o garante da estabilidade que o PS precisa para manter a legislatura. 

- A CDU perdeu e muito. O comunismo tem que evoluir porque já se percebeu que a essência do mesmo é impraticável na sociedade atual. É contraproducente, e pouco inteligente, continuar "em 1974". Têm razão em muitas coisas, mas o discurso já não chega "aos trabalhadores e ao povo". O partido está velho, na pior aceção do termo, e isso resultou numa das maiores derrotas das legislativas.

- O PSD ganhou, dizem eles. Tiveram um resultado melhor do que o previsto nas sondagens e ficam felizes por isso, porque esperavam perder por muito mais. Quem sou eu para chover na eira deles? É deixa-los festejar.

- O CDS acabou. Bem, nem tanto, mas que a queda fez mossa, fez. A Assunção da derrota (uau!!) levou Cristas a abandonar a liderança do partido e só com cinco deputados têm que se reduzir à sua insignificância e pronto, caso arrumado por uns tempos.
Quanto aos outros... pois que pronto, é o que é, não tenho nada a dizer.

Por mim trocava o Santana pelo liberal e o Tino pelo Ventura... mas não o posso fazer, não adianta pensar nisso.

Cheira-me que se avizinham tempos interessantes para a política portuguesa.

AlGo destacado

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