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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Houve festa na terra

... e eu estive lá.

Estive lá mesmo, a organizar, a fazer acontecer.

 

Não era para haver festa, só mesmo a parte religiosa, porque ninguém se dispunha a formar uma comissão que organizasse a parte pagã da coisa.

 

A menos de um mês e meio da data, meia dúzia de malucos (eu incluída) reuniram e resolveram: vai haver festa.

 

Vou-vos poupar as arrelias e contrariedades, o que se queria e não se conseguiu fazer, o que se poderia ter feito mas foi melhor deixar cair.

A festa fez-se, foi bonita e, como se queria, o povo divertiu-se no arraial de sábado e emocionou-se na procissão de domingo.

 

Foi duro, muito cansativo (ainda não recuperei) mas muito divertido.

 

Reencontrei pessoas que não via há anos, tive boas surpresas e fiquei a saber coisas tristes (faz parte).

 

Fotos há poucas, porque não houve grande tempo, mas também porque há muitas caras (felizes) e essas não as posso aqui mostrar.

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Ainda nem tinha começado e já havia lâmpadas fundidas: "a coisa promete".

A banda que animou o baile atuou numa carrinha de caixa aberta transformada em palco, a lembrar o antigamente onde havia festa porque sim e porque não e tinha que se improvisar.

A igreja estava iluminada para que ninguém se esquecesse que era dia de celebrar.

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No domingo, a procissão foi o ponto alto, e não tenho fotos, só dos andores que naturalmente foram a concurso (não oficial e sem prémio? de qual era o mais bonito. Tenho um preferido, mas estão todos bonitos.

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Esta é a bandeira da nossa terra, com fitas que representam cada uma das comissões que organizou as celebrações aos longo dos (muitos) anos. Espero que em breve apareça alguém com força para "pegar nela" e organizar uma festa com a dignidade que a terra merece e a lembrar os tempos áureos em que a festa durava uma semana, tinha carrinhos de choque e atrações musicais de gabarito*.

 

Que nunca nos falte a festa e os motivos para celebrar.

 

* como o Roberto Leal, por exemplo 

Pascoela

Na semana a seguir à Páscoa é a Pascoela. Porquê? Não sei, mas é.

Cá na terra é neste domingo que se faz a visita Pascal.

 

Homens da terra partem da igreja para levar a "cruz a beijar" às casas.

 

Quem quer "abrir a porta ao Senhor" coloca no chão da entrada alecrim, rosmaninho e/ou flores.

A casa é abençoada e a família beija a cruz. Faz-se uma oração.

 

Na mesa:

- A "vaidade" manda que haja flores frescas, para a casa estar mais bonita.

- O "tem que ser porque sempre foi" manda que haja um envelope, com a oferta para a igreja.

- A tradição manda que haja uma laranja, que será depois dividida pela família. 

- A simpatia, obriga a umas amêndoas para o miúdo da "sineta".

 

E porque, em muitos casos, a tradição ainda é o que era, cá por casa, é assim.

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