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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Daily Tobias #3

O rafeiro foi castrado.

 

Foi uma decisão que demorei a tomar porque não tinha muita vontade.

Apesar de ter muitos benefícios, não deixa de ser uma cirurgia, com tudo o que isso acarreta. Como ele não era dado a maus comportamentos que incomodam, como marcar território ou esfregar-se em almofadas, sofás ou humanos, não pensava fazê-lo.

 

Ele é um cão jovem, saudável, ativo, doido pelas cadelas da vizinha, porque é que não marcava território nem se roçava? Porque se aliviava sozinho.

Era perito em fazer o amor próprio, correndo o sério risco de se magoar seriamente.

 

Foi operado.

 

A operação correu bem.

Estive com ele até ele adormecer, que é um processo horrível mas que recomendo, uma vez que tenho a certeza que a presença do dono os deixa muito mais calmos... a mim é que não, mas fui eu que o pus naquela situação, só tenho que aguentar.

 

Diz que vai ficar mais calmo, mais tranquilo: não noto nada.

Ainda é cedo.

 

No dia da operação, quando chegou a casa, desmanchou-me a cama e deitou-se... 

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Hoje é dia de festa

Uma festa que começou há dois anos e que só me faz mais feliz, de dia para dia.

 

Dois anos separam estas fotografias.33333.jpg

Tanto que ele mudou, tanto que ele me mudou.

 

É um brincalhão, cheio de personalidade. Os cães têm disso? Se não têm, ele é cheio do mais parecido que há com personalidade.

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Sabe o que quer e "luta" por consegui-lo.

É obediente e sabe fazer tudo, mas só faz se lhe apetecer

Tem uma meiguice chantagista, é um guloso, tem medo de água, não pode ouvir a palavra "passeio" que ninguém o cala. É super sensível e sabe bem os limites da brincadeira, percebendo com quem tem que ir com calma.

 

Adora deixar-me mal vista, portando-se bem ou mal, de acordo com o que eu conto a alguém, obviamente, contradizendo-me.

Tudo isto, sendo uma doçura e rebentando qualquer escala de "fofice"

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Ainda me lembro como era viver sem ele, mas sou tão mais feliz agora, que isso não interessa nada. 

 

Adoro estes dois anos de rafeirice e só espero que venham muitos mais.

 

 

Black Friday, pois...

... só se for pelo frio que está que a sexta feira é negra.

 

"Ainda bem que puseste a manta no sofá novo, para eu não o sujar nem encher de pelos...1.jpg

 ... e principalmente para me tapar que está um frio do camandro...

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 ... Obrigado humana"

O Tobias

O Tobias veio para a minha família da pior maneira que se pode trazer um cão para casa: num impulso.

Filho de uma cadela vadia, era um dos 9 da ninhada parida numa vala, num monte aqui perto. Quando foram encontrados já era espigadotes e uma amiga recolheu-os para lhe encontrar famílias.

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E encontrou. Para os 9, em pouco mais de uma semana. No entanto, no dia 28 os supostos futuros donos do matulão mais escuro da foto, desistiram.

Ela contou no facebook que, afinal, este patudo ainda não tinha família.

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 Mostrei a foto à minha mãe e perguntei, já sabendo que a resposta seria não:

- Ficamos com ele?

- Ficamos.

 

FICAMOS?? SIM?!!

 

Liguei à minha amiga e fui busca-lo uma hora depois.

 

Não tinha nada. Ela é que me deu ração. Tive que ir comprar tudo às pressas...

- Não estava preparada para praticamente não dormir nas 3 primeiras noites (até desistir e levá-lo para o meu quarto).

- Não fiz as contas às despesas associadas.

- Não fazia ideia onde o deixar nas férias, que já estavam marcadas.

 

Não deve ser assim.

Levar um animal para casa é uma decisão que tem de ser muito pensada. 

 

Nunca, nem por um segundo me arrependi ou pensei que não o devia ter feito, mas não aconselho a ninguém que o façam assim.

Mas aconselho a toda a gente que tenha um patudo.

A alegria que nos dão é muito superior aos pelos que espalham pela casa (pela roupa e até por sítios onde nunca estiveram, como o meu local de trabalho), aos tapetes e chinelos roídos, aos cocós e xixis, aos passeios quando só nos apetece estar esticada no sofá... é superior a tudo. 

 

Mas não é fácil. E quem não estiver disposto a todos os contras, mais vale não pensar nos prós e não ter, para já, um animal.

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Aqui está ele na sua casinha, que era suposto usar quando não estamos e fica sozinho no pátio, mas que só usa quando estamos e assim, metade fora, metade dentro...

 

 

De mim, da vida... de tudo!

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