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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

Vergonha dos "jornaleiros" deste país

Eu faltei a muitas aulas durante o curso, ainda assim, tenho coisas a ensinar a muitos dos jornalistas em exercício.

 

- Não se faz reportagens ao lado de corpos sem vida.

- Não se pede declarações a quem acabou de perder pessoas.

- Não se atrapalha o trabalho de quem combate o fogo fazendo reportagens em zona de perigo.

- Não se incomoda o descanso dos bombeiros.

- Não se incentiva a revolta das populações reforçando que "não havia bombeiros, mais uma vez" quando se sabe que havia, estavam era noutros locais igualmente precisos.

 

Já agora, e esta é bónus, também não se notícia a queda de um avião só porque se ouviu dizer e depois se culpa as entidades oficiais da publicação da notícia porque não a desmentiram...

senhores, é ao contrário, verifica-se primeiro... esta é básica.

 

Nada disto se aprende nas aulas, chama-se "ser um humano".

 

A desculpa de que "todos fazem igual" não melhora nada, pelo contrário, acrescenta a miséria.

É sempre a mesma coisa

Desta vez, é diferente.

É pior do que tudo o que já aconteceu.

 

Fogos há muitos, o que nos faz parecer uma coisa normal, à qual damos pouca importância.

Todos os anos há pessoas a perderem tudo.

Nem sempre morre gente.

Nunca morreu tanta gente.

 

Quando se perdem vidas, as outras perdas tornam-se menores, mas quando é "com os outros" a tragédia também nos é mais leve. Não deveria ser, mas é a realidade do ser humano.

 

"Normalmente" morrem bombeiros "malucos" que tentam salvar carros e populares "teimosos" que não obedecem e tentam salvar casas e terras*... Desta vez a tragédia é-nos próxima porque podia ser qualquer um de nós, que não somos malucos nem teimosos.

Estas pessoas iam a fugir e foram apanhadas.

 

A ideia não é ofender ninguém nem diminuir o valor da vida de alguém. Eu mesma, em situação idêntica poderia tornar-me uma "maluca teimosa". Para quem está de fora, é fácil avaliar que foi errado ir salvar o carro ou a casa, mas isso é só para quem está de fora. Mas neste caso, todos nos conseguimos por no lugar das vítimas.

 

Eles iam a fugir e foram apanhados.

Imensa tragédia

Não tenho palavras para descrever o que me vai na alma.

Tristeza profunda parece-me pouco.

 

Sendo que eu não sou nada no meio disto tudo, a minha dor, que é alheia, pode somente imaginar o que dói áquelas gentes.

 

Desejo que quem combate tenha força, que quem sofre, encontre a paz.

 

É tão difícil, perdemos todos.

Perdemos tanto.

(atualização)

De mim, da vida... de tudo!

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