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Blog de AlGo

De mim, da vida... de tudo.

E sobre o racista?

Acho que disse o que muitos pensam e é, precisamente aí, que está o drama.

 

Há ciganos que vivem como o Ventura diz? Há.
Mas também há quem viva assim sendo de qualquer outra etnia.

 

Há ciganos a viver dignamente?
Há. Mas desses ninguém fala, porque têm uma vida perfeitamente normal. Não são notícia, logo, é como se não existissem. Mas existem.

 

Falar mal de pretos, por exemplo,  já é mal visto para a maioria das pessoas, mas falar mal de ciganos ainda é normal e aceitável, porque "eles são todos iguais".

Não são.

Ao pensarem que são, estão a ser racistas e tenho uma novidade para quem assim pensa: sois uns merdas.

Se algum cigano vos fizer mal, não o fez por ser cigano, fez por ser má pessoa.

Más pessoas é o que não falta por aí, de todas as raças, etnias, credos, e clubes da bola.

E a polémica das parvoíces do Gentil?

Pois claro que tenho que dizer coisas.

 

Sempre admirei o Dr. Gentil Martins pelos seus feitos científicos. As vidas que salvou são factos que nada apagará, por maior que seja a barbaridade que diga. Por respeitar a pessoa enquanto médico, e o resto pouco me importar, nunca me dei conta das suas crenças, filosofias, parvoíces... nem sequer tendências clubísticas.

 

Por respeitar toda a sua obra, devo evitar comentar as declarações estúpidas que proferiu?

Não.

 

Por respeitar a sua inteligência é que não devo partir do princípio que, como velho, pode dizer tudo.

Não pode.

Não acho que está senil, por isso, tem que ser responsabilizado pelas suas palavras.

 

É um médico e deixou que o preconceito e a homofobia tomassem conta dos seus conhecimentos científicos.

É um senhor, e deixou que a má educação se sobrepusesse ao bom senso.

 

Nada apaga a obra, mas o que disse, apagou a minha admiração.

Ridículo

O Juncker disse que o Parlamento Europeu é ridículo, porque dos 751 eurodeputados só 30 almas estavam presentes no plenário onde Malta fazia uma avaliação sobre a sua presidência da União Europeia. 

 

Os eurodeputados tinham mais que fazer, porque lhes marcam reuniões e cenas ao mesmo tempo que os plenários.

A meu ver, isso sim é ridículo. Assim como é ridículo o senhor da Comissão Europeia não ter isso em consideração e lançar uma acusação que faz, os mais distraídos, pensar que os senhores teriam ido passear, apanhar sol, gastar dinheiro com putas e vinho verde... quando na verdade estavam a fazer coisas importantes várias e diversas.

 

Por exemplo, os portugueses estavam em atividades que consideraram mais importantes que ouvir a Malta.

Ora, se só estavam presentes os que não tinham nada de útil para fazer e se, dos portugueses, só Marinho e Pinto ali estava, concordo com o Juncker: O Parlamento Europeu é ridículo.

Do Ronaldo e dos filhos

... muito se diz e critica. Pois eu compreendo o que faz e até admiro a atitude. Quer ser pai e está-se nas tintas para o que os outros pensam.

 

Querer ter filhos não implica querer ter um casamento "tradicional". A sociedade ainda não "o prevê", mas sim, há pessoas para quem ter filhos não é um projeto a dois.

 

Se por exemplo o Cristianinho fosse filho da Irina, agora que estão separados, haveria, na melhor das hipóteses, uma guarda conjunta. Mas poderia ter havido um processo de custódia, com tudo o que isso tem de mau para todos os envolvidos, principalmente a criança.

 

A criança vai sentir falta da mãe? Pois, não sei se vai. Há quem acredite que não se sente falta do que nunca se teve, não sei se é verdade, mas o que sei que é verdade é que as crianças sofrem com "guerras", com desentendimentos, com violência, não sofrem quando há amor. E os filhos do Ronaldo estão rodeados de amor, não tenho a mínima dúvida.

 

Nem vou falar naquela teoria absurda da falta que faz uma figura feminina/masculina na vida de uma criança em família monoparental. Não tenho paciência e seria por em causa a adoção monoparental. Também é um erro? Não é, obviamente.

 

"Mas então o Ronaldo podia adotar". Podia, mas não quer (até agora).

Só quem não sabe as dificuldades do processo de adoção pode achar que seria mais fácil ele adotar. Sim, tem dinheiro, mas isso não impediria, antes pelo contrário, que mais dia menos dia os pais biológicos "se arrependessem" e procurassem a criança.

 

Sou completamente a favor daquilo a que muitos chamam "produção independente" mas que eu prefiro chamar maternidade ou paternidade e nada mais. Num tempo em que a natalidade está em queda, até para a sociedade é bom.

 

Se ele fosse uma mulher e tivesse recorrido à inseminação artificial também andariam a dizer que ele comprou as crianças? A "barriga de aluguer" é polémica, já escrevi o que penso, apesar de não ser no mesmo contexto, mas que outra forma tem um homem para ter um filho biológico se não for assim? 

 

Se é egoísmo, sim, admito que possa ser, mas fossem todos os egoísmos a vontade de dar amor, o mundo não seria um local tão mau.

 

 

Juntos por Todos

Mas não muito. Pelo menos para os canais de televisão, que cada uma com sua emissão, lá transmitiram o concerto. A meu ver, deitaram por terra o que tanto apregoaram, da emissão conjunta e bla bla bla... Juntos, mas cada um por si, talvez para depois poderem dizer que foram os mais vistos.

 

As rádios juntaram-se verdadeiramente, numa emissão conjunta a refletir o espírito da iniciativa.

 

Importante a sério, foi o resultado: um milhão, cento e cinquenta e três mil euros.

Espero que seja bem distribuído.

 

Para recordar, o mau comportamento do Salvador Sobral. A cantar outra coisa quando já se "chorava" por "Amar Pelos Dois" e depois a quebrar a tristeza com uma piada sobre flatulência, mais ou menos infeliz para o momento, mas com graça. Depois lá chegou o momento "Amar Pelos Dois" e rendo-me, a música é linda. Cantada por 14 mil pessoas é muito bom de ouvir.

Por mim, o Salvador pode continuar só a dizer disparates, eu gosto.

 

Se um dia vos perguntarem o que é "comunicação", mostrem a imagem desta interprete de Língua Gestual da RTP.

Magnífico.

Vídeo publicado em @newintownpt

 

Ardeu?

- É os presos a limpar matas.

- É os do rendimento mínimo a limpar matas.

- É os desempregados a limpar matas.

- É os refugiados a limpar matas.

                                       ...

Quem tem matas, que se deixe estar no seu cantinho a assinar petições.

 

Isto, como se a simples limpeza das matas fosse a resolução total do problema.

Se a ministra se demitisse...

... era cobarde, estava a lavar as mãos...

 Não se demitindo, está agarrada ao poder. 

 

Falo da ministra da Administração Interna.

 

Ainda bem que não se demitiu.

Que não seguiu o caminho mais fácil e que a libertaria dos momentos terríveis que viveu. Constança Urbano de Sousa e o secretário de Estado Jorge Gomes, foram de uma coragem, de uma humanidade, de um profissionalismo que pouco se vê na política.

Mesmo quando se renderam à dor, foram grandes.

 

Agora, é tempo de apurar responsabilidades e, a confirmarem-se falhas nos órgãos que tutelam, sim será tempo de demissões.

Porque responsabilidade não é culpa, e alguém tem que assumir as responsabilidades.

Eu e a solidariedade

Para mim:

- não funciona por telefone, com números de valor acrescentado. 

- não dá para ir a um concerto solidário, um concerto é festa, que é uma coisa que não me apetece fazer para recordar mais de 50 mortos e tantas outras perdas.

 

Sei que as necessidades básicas dos bombeiros e das populações afetadas estão a ser asseguradas, com mantimentos e bens de primeira necessidade. Quando a onda de solidariedade "amainar" farei a minha parte.

Não vou dar "restos" daquilo que me sobra (roupa, atoalhados...) porque acho que as pessoas que perderam tudo, merecem novo.

 

Só me resta uma solução, dar dinheiro, por este meio, por exemplo:

Capturar.PNG

Para que possa ser comprado tudo o que quem perdeu tudo precisa para recomeçar do zero.

 

E recomeçar é começar de novo.

 

Nada disto é uma crítica a quem opta pelas formas de ajudar que eu "não gosto". Ajuda é ajuda, tudo é válido. São somente opções.

Vergonha dos "jornaleiros" deste país

Eu faltei a muitas aulas durante o curso, ainda assim, tenho coisas a ensinar a muitos dos jornalistas em exercício.

 

- Não se faz reportagens ao lado de corpos sem vida.

- Não se pede declarações a quem acabou de perder pessoas.

- Não se atrapalha o trabalho de quem combate o fogo fazendo reportagens em zona de perigo.

- Não se incomoda o descanso dos bombeiros.

- Não se incentiva a revolta das populações reforçando que "não havia bombeiros, mais uma vez" quando se sabe que havia, estavam era noutros locais igualmente precisos.

 

Já agora, e esta é bónus, também não se notícia a queda de um avião só porque se ouviu dizer e depois se culpa as entidades oficiais da publicação da notícia porque não a desmentiram...

senhores, é ao contrário, verifica-se primeiro... esta é básica.

 

Nada disto se aprende nas aulas, chama-se "ser um humano".

 

A desculpa de que "todos fazem igual" não melhora nada, pelo contrário, acrescenta a miséria.

É sempre a mesma coisa

Desta vez, é diferente.

É pior do que tudo o que já aconteceu.

 

Fogos há muitos, o que nos faz parecer uma coisa normal, à qual damos pouca importância.

Todos os anos há pessoas a perderem tudo.

Nem sempre morre gente.

Nunca morreu tanta gente.

 

Quando se perdem vidas, as outras perdas tornam-se menores, mas quando é "com os outros" a tragédia também nos é mais leve. Não deveria ser, mas é a realidade do ser humano.

 

"Normalmente" morrem bombeiros "malucos" que tentam salvar carros e populares "teimosos" que não obedecem e tentam salvar casas e terras*... Desta vez a tragédia é-nos próxima porque podia ser qualquer um de nós, que não somos malucos nem teimosos.

Estas pessoas iam a fugir e foram apanhadas.

 

A ideia não é ofender ninguém nem diminuir o valor da vida de alguém. Eu mesma, em situação idêntica poderia tornar-me uma "maluca teimosa". Para quem está de fora, é fácil avaliar que foi errado ir salvar o carro ou a casa, mas isso é só para quem está de fora. Mas neste caso, todos nos conseguimos por no lugar das vítimas.

 

Eles iam a fugir e foram apanhados.

De mim, da vida... de tudo!

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